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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Louis Vuitton S/S ´11

A prova clara de que o espírito “camp” chegou, pronto para invadir o próximo verão foi a colecção para o próximo verão da Louis Vuitton. Findada a apresentação da colecção, concebida pelas mãos do génio da moda Marc Jacobs, e era inevitável a comparação com a colecção do inverno anterior. Era quase que impossível não ver a afincada inversão de ideias em tão pouco tempo (por parte do director criativo da marca). Passou-se de uma elegância suprema apresentada em Março passado para uma (quase obvia) simbiose entre a Louis Vuitton e a indústria "made in china". A sensação que me passou pela cabeça (na altura) e que ainda perdura é a de que a mulher chinesa é um dos grandes alvos da Louis Vuitton. Mas apôs pensar e repensar, questionei-me: Irá a mulher chinesa comprar uma toillete inspirada na sua própria cultura? Sinceramente, não me parece. Mas então serão as mulheres europeias e americanas a usarem este tipo de looks? Honestamente, não sei. Apesar de todas as especulações, é de louvar a coragem de Marc Jacobs em arriscar. Ainda para mais, numa situação económica como a actual que provocou uma atitude de contenção nos designers obrigando-os a jogar pelo seguro. O próprio Marc Jacobs assumiu esta vontade de arriscar quando referiu no final da apresentação da colecção em Paris que tentou ao máximo criar uma colecção o menos natural possível e com o maior artificialismo. Se era este o objectivo: Missão cumprida. Na realidade não houve melhor maneira de provocar um grito de revolta tão grande contra a crise como este. Brincar com a barreira que distingue o bom do mau gosto e ainda por cima sem pedir licença a esta recessão financeira, é de génio!!! Mesmo que o resultado final (aos olhos do consumidor) não seja o

melhor. Afinal, lantejoulas com estampados felinos não é do melhor e um kimono só se usa no carnaval! . No entanto, para quem vê as coisas na sua essência é bem diferente, isto significa uma nova etapa nesta industria onde a audácia e a coragem são a chave de sucesso para mudar o rumo das coisas.
Recentemente saiu a campanha publicitaria da colecção e a minha opinião não mudou. A colecção é artificial demais, com uma influência afincadamente asiática que lembra os

produtos dos bazares chineses. No entanto, a escolha das modelos não podia ter sido a melhor. Uma junção da velha guarda com as modelos da actualidade. Freja Beha, Raquel Zimmerman e Kristen McMenamy posaram para a objectiva do conceituado fotógrafo Steven Meisel. O resultado não é fantástico, mas é o melhor que se pode fazer com a colecção. (Sem duvida).



R.Z.

sexta-feira, 21 de maio de 2010