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terça-feira, 12 de abril de 2011

Paris Fashion Week


Após o despedimento de John Galliano da Christian Dior (causado pelos seus comentários racistas) a agitação e o frenesim em torno da semana da moda de Paris (preste a começar) triplicou. “Será que a Dior vai cancelar o desfile?” ou “Quem será o sucessor de Galliano?” foram algumas das perguntas de ordem. No entanto, para que o tema de conversa mudasse foi suficiente que a Thierry Mugler apresentasse a sua colecção e dai em diante o tema de conversa e dos pots’s de (quase) todos os blogs era: “Lady Gaga desfila para Thierry Mugler” (se bem que aquilo nem se pode chamar de desfilar). Por esta altura estávamos no inicio da semana da moda e apesar de todos estarem em êxtase, ainda pouco ou nada tinha visto.



A verdadeira semana da moda começou com o desfile da Balenciaga onde Miranda Kerr (que foi mãe recentemente) provou já estar em forma. Seguiu-se Balmain onde brilho e ombros ligeiramente exagerados não faltaram. Freja Beha com um casaco metalizado liderou a passarela e quando nos preparava-mos para aplaudir Christophe Decarnin soubemos da sua ausência (e mais tarde da sua saída da marca). No dia seguinte Roland Mouret apresentou o seu primeiro desfile após o regresso á marca com o seu nome. E atinge-se o momento pelo qual aguarda-mos, o desfile da Christian Dior. Num cenário iluminado por tons vermelho Karlie Kloss entra com uma capa pelos pés e com perícia abre o desfile com aquilo a que se pode chamar de “entrar com o pé direito”. Entre botas de pele até ao joelho, botins, e vestidos fluidos esperava ansioso pelo final do desfile (estava a adorar a colecção mas queria ver como iria ser o final sem a teatralidade de Galliano) e de repente uma última modelo na passarela manda um beijo doce em jeito de despedida e quando dou por mim a sala estava iluminada num tom azul e para receberem os aplausos aparecem os funcionários do atlier da marca comovidos com seu trabalho que poucos reconhecem. Pode parecer estranho mas não senti em nada a falta de Galliano no final do desfile. Ainda a digerir a desfile da Christian Dior e já Alber Elbaz estava a arrancar na Lanvin com uma árvore no meio da passarela. As expectativas eram altas (a colecção da Lanvin foi a minha preferida no verão) e não saíram de todo defraudadas. A colecção começou em tons negros e de sapatos rasos (pelo meio destaco os maravilhosos acessórios e o vestido estampado ás flores em preto e branco de Freja) e terminou com muita cor e nas alturas com um batalhão de modelos a atravessar a passarela.


Seguiu-se um dia calmo, com Haider Ackerman a mostrar que quer o seu nome junto dos grandes e com as modelos de cara vermelha em Viktor&Rolf. Sonia Rykiel trouxe-nos uma colecção sobretudo divertida assim como o final do seu desfile. Phoebe Philo voltou a jogar com a simplicidade dos materiais e com os cortes masculinos. As camisolas de gola alta e os casacos compridos fizeram qualquer um ponderar em regressas ao inverno. De uma simplicidade extrema passamos para a teatralidade máxima. Falo do desfile de John Galliano ( o Zeus da criatividade) que nos apresentou o sua colecção mais usual de sempre. Numa sala luxuosa e com uma banda sonora que contava com a jovem Adele desfilaram cerca de 20 modelos de forma fabulosa.






Já a meio de todos os acontecimentos o desfile da Givenchy encerrou o sexto dia da semana da moda. Ricardo Tisci tem se vindo a revelar um dos maiores designers da actualidade e esta colecção serviu para reforçar isso mesmo. Camisas transparentes com cães ferozes estampados, camisolas com coroas de flores e saias em vinil tudo isto em tons muito escuros. Como já é habitual a transexual Lea T também desfilou. Mas para terminar em chave de ouro surge a belíssima Natália Vodianova num conjunto amarelo que fez suspirar a plateia, foi sem dúvida o look mais desejado, muito por culpa de Natália. A colecção foi um sucesso, tal que circula o boato de que Tisci será o seguidor de Galliano na Dior.









O penúltimo dia do evento contou com Chanel. A curiosidade já se tinha instalado, todos queriam saber como iria estar o Grand Palais para o desfile. Por mais voltes que déssemos nunca iríamos sonhar com aquele cenário. Uma paisagem vulcânica com duas caixas enormes com o símbolo da casa. A música começa, as caixas abrem-se, de uma caixa sai Freja Beha da outra Stella Tennant. Esta colecção foi mais uma reinterpretação de Karl Lagerfeld do legado de Coco Chanel. Na passarela vimos desfilar jumpsuits, capas pelo chão em tweed, vestidos de lã compridos e as icónicas 2.55. No final do desfile o Grand Palais foi invadido pelas palmas que consagravam Karl Lagerfeld. A meio do dia a dupla por detrás da Valentino apresentou a sua colecção deste ano. Trouxe-nos mais do mesmo, muito romantismo, muita simplicidade algum nude, rendas e vestidos fluidos. De destacar a gabardine em pele verde e o casaco em pelo. A encerrar este dia Alexander McQueen que pelas mãos de Sarah Burton apresentou uma colecção numa antiga prisão da época da revolução francesa. A abertura coube a Freja Beha que num vestido branco volumoso se mostrava mais vulnerável do que o habitual. Seguiu-se uma colecção marcada por saias com pregas, fechos e aplicações metálicas que faziam lembrar armaduras, tudo em tons neutros marcado por uma única excepção um lindíssimo vestido púrpura. A finalizar o desfile uma belíssima sequência de vestidos extremamente dramáticos (muito ao estilo McQueen).








O último dia da semana da moda teve inicio com o desfile da Louis Vuitton. Três elevadores no centro da passarela e de repente do interior destes começam a sair as modelos. Num estilo extremamente provocante e voyerista as modelos desfilavam com casacos de corte masculino e de cullotes. Transparências, algemas, chapéus militares e mascaras não faltaram. Até o espanador do pó esteve presente. Num desfile marcado pela presença de Naomi Campbell e de Kate Moss que de cigarro na boca e com uns cullotes que lhe evidenciavam a celulite fechou o desfile.

















O desfile da Miu Miu foi pautado pelo romantismo dos vestidos com estampados florais (que era acentuado pelos óculos de sol vintage) que contrastava com o corte masculino dos deslumbrantes casacos. Entrando num jogo entre o feminino e o masculino Miuccia criou esta colecção, com uma mestria que a torna um verdadeiro hino á elegância e á simplicidade.



No meio de comentários racistas de entradas e saídas ficaram também ditadas as principais tendências para o próximo inverno.






R.Z.M.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Worst dressed

Esta categoria foi muito facil de escolher visto que poucas foram as nomeadas negativamente. Assim, consideramos que, dentro do mau, quase a chegar ao péssimo se encontra Nicole Kidman, dentro da sua jarra vaticana!


R.Z.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

FALL WINTER 2010/2011

FALL WINTER 2010/2011
Must Have

O calendário de saída das estações opões quase sempre às temperaturas que se fazem sentir, de modo a dar a conhecer ao seu consumidor mais cedo as tendências e as colecções. Certas coisas prolongam-se do verão para o Inverno, outras são renovadas.
Face à crise que se faz sentir e relembrando os anos 50, a resposta a certos problemas foi a moda. A procura de melhorar tudo que nos rodeia criou uma nova estética onde a presença feminina impera, sendo esta possuídora de uma elegância e glamour intemporais.Estilistas de renome criam assim uma nova silhueta que privilegie o corpo da mulher: a cintura deve ser marcada em saias ou vestidos, onde a sua parte inferior pode mostrar o lado encantador sendo esta rodada ou o lado sedutor e irreverente com as peças que se adaptam as formas do corpo de tal modo que a peça parece vir pintada.
Enfim, um relembrar de décadas e uma mistura de futurista com contemporaneo brilharam nas passereles de Paris, Milão, Nova Iorque e irão ganhar vida no próximo Inverno.
Neste Inverno as tendências apostam em :

  • Anos 50 - silhueta da cintura marcada com saias circulares ou lápis;
  • Luvas e colares - marcam pelo tamanho e mistura de materiais;
  • Carteiras/malas - rígidas, estilo 50s e sempre com alsas curtas;
  • Vestidos - sensuais, evidenciando o corpo;
  • Aplicações - elementos femininos garantem a harmonia : flores ou laços;
  • Pulseiras - grandes e com materiais nobres;
  • Peles - misturam-se entre si em vários tipos de peça;
  • Mix - mistura de materiais, como veludo, seda ou organza;
  • Mocassins e meias - a mistura do clássico com o artesanal (a vingança do NERD);
  • Casacos - com um corte militar mas igualmente feminino;
  • Calças - boca de sinto ou "pata de elefante" preferencialmente de cinta subida;
  • Tribal - lado étnico da estação em acessórios: predomina penas e madeira;
  • Cintos - devem fazer parte de qualquer conjunto;
  • Sapatos - actualmente de corte clássico, estilo oxforf e com os pés bem assentes na Terra, ou o oposto com saltos futuristas e vertiginosos como os Balenciaga;
  • Vestido preto - Clássico e Intemporal;
  • Tailleur - para complementar as saias sápis ou vestidos;
  • Malhas - ganham feminilidade dependendo da forma como são usadas.

São os essenciais de Inverno para a lista de Must Have's de qualquer guarda roupa feminino, havendo para todos os gostos, carteiras e tamanhos. Contudo são grandes casas como Christian Dior ou até Giambatista Valli que ditam as tendências que imperam e que servem de ponto de começo para diversas marcas. As próximas imagens mostram, a meu ver o melhor das colecções de Louis Vuitton, Prada, Giambatista Valli, Burberry (que adorei ambas as colecções; elejo-as até as minhas 2 favoritas), Marni, Dolce & Gabbana, Proenza Schouler, Celine, Balenciaga etc...






















Nota: Para ver as colecções acima referidas mais promenorizadas no blog procure nas publicações de Junho (por exemplo) :

Dolce Gabbana - Fall 2011 (Runway) . O conteúdo deste artgo é apenas um resumo do que deve apostar para a próxima estação, segundo revistas e sites conceituados como o caso de style.com bem como as minhas escolhas de melhores look em "Runway".
Enjoy!

R.Z.

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Spanish Revival" - Harper's Bazaar US Agust 2010

Grande parte das colecções apresentadas para a temporada de inverno poderiam ser inseridas num contexto histórico relativo ao pais vizinho (Espanha). A revista Harper's Bazaar aprecebeu-se disso e elaborou este fantástico editorial fotografado por Alexi Lubomirski onde Jessica Stam figura no principal papel. O guarda-roupa conta com marcas como Christian Dior, Louis Vuitton, Dolce Gabbana entre muitas outras.

R.Z.